Já ninguém escreve cartas.
Eu, sou-lhe sincero, sinto saudades do tempo em que as pessoas se correspondiam, trocando cartas, cartas autênticas, em bom papel, ao qual
era possível acrescentar uma gota de perfume, ou juntar flores secas, penas coloridas, uma madeixa de cabelo.
Sofro uma nostalgia miúda desse tempo em que o carteiro nos trazia as cartas a casa, e da alegria, do susto também, com que as recebíamos,
com que as abríamos, com que as líamos, e do cuidado com que, ao responder, escolhíamos as palavras, medindo-lhes o peso, avaliando a luz e o
lume que ia nelas, sentindo-lhes a fragrância, porque sabíamos que seriam depois sopesadas, estudadas, cheiradas, saboreadas, e que algumas
conseguiriam, eventualmente, escapar à voragem do tempo, para serem relidas muito tempo depois.
José Eduardo Agualusa, O Vendedor de Passados
Presente da querida Débora Malucelli,pelo facebook...Obrigada!!!!!
Como sinto saudades....
Aliás,quem quiser receber cartas de mim,com meu cheirinho,meus cachinhos(creio que ficarei careca...ksksksksksks),pétalas,até um
suspiro de saudade,uma fitinha,uma marca de baton BOKA LOKA e outras coisitas mais...manda o endereço!!!!!!!!!!!
Me farás feliz e em troca te farei feliz também!





















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